14 de Dezembro de 2015
Não dormi esta noite.
Pensar que hoje me podia acontecer alguma coisa. Mas não aconteceu.
Nem sequer morri.
Todo o dia vive aqueles segundos do acidente. Lembra - me de gritar a dizer não. Lembro-me de não controlar nada. Do desespero, da impotência. E dos meninos. Meu Deus os meninos. E a minha filha? Que seria dela?
E lembro-me do sonho que estava a ter e de, ao acordar, sem saber se tinha sonhado se era verdade. Ou se o que estava a viver é que era um pesadelo.
Achei que era um castigo. Pelo meu sonho. Isso atormentou - me durante horas e dias.
Penso, agora, que devia ter morrido mesmo. Porque é que eu estou aqui?
Tenho pensado muito em morrer.
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