14 de Outubro de 2014
Sonhei contigo.
Toda a noite. E acordei sempre que cada sonho acabava. Eram sempre encontros. Encontros contigo. Sempre no aeroporto.
Claro que não é estranho. Ambos sabemos porquê. O meu inconsciente atormenta-me até em sonhos.
Mas quando raio vais deixar de fazer parte da minha vida? Que Merda!
Em todos os sonhos: foram sempre encontros. Sempre em locais diferente do mesmo espaço. Encontramo-nos nuns sonhos mais próximos e noutros mais distantes fisicamente: eu olho para ti e tu olhas para mim. Num dos sonhos eu ouvi a tua voz e olhei para trás. Os nossos olhares cruzaram-se sempre, em todos os sonhos, por uma eternidade. Como se os teus me fizessem perguntas e os meus te respondessem. Como se os meus te fizessem perguntas e os teus me respondessem. Como se nos abraçássemos.
E ficamos a olhar um para o outro. Abraçados num olhar. Uma longa conversa a olharmos um para o outro. Também não há provavelmente nada a dizer. Também nunca precisámos de falar muito. Um olhar sempre foi suficiente suficiente. Desde a primeira vez.
Em todos os sonhos.... fui sempre eu que baixei os olhos primeiro e segui em frente. Nunca segura de mim. A sentir que o chão me fugia. Mas sempre decida a mostrar-te que não significavas nada para mim. Acreditaste nisso?
Sempre de cabeça baixa. Sigo em frente.
E acordo. E adormeço. E volto a sonhar. E volto a acordar. E volto a adormecer.
Uma noite interminável.
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